Cerca de 1.500 aprovados no concurso da PF serão chamados além do previsto, declarou a ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck, em 2 de abril de 2026, durante o programa “Bom Dia, Ministra”, transmitido pelo Canal Gov.
O anúncio reforça o compromisso do governo federal em atender ao pedido da Polícia Federal para reduzir o déficit de servidores. A medida envolve etapas formais e depende de decreto presidencial, já que excede o limite legal de excedentes autorizado pelo edital do concurso da PF.
O objetivo do governo federal, segundo Dweck, é valorizar o efetivo da corporação diante da crescente demanda por segurança pública. A ampliação das nomeações resulta de entendimentos recentes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Somando as novas autorizações, o total de convocações pode alcançar até 2.500 nomeações durante a atual gestão.
Entenda a decisão: quem, quando, onde e por que
O comunicado da ministra Esther Dweck indica que, além dos mil excedentes da primeira etapa já autorizados, o governo pretende convocar mais 1.500 aprovados do concurso da PF de 2025. As novas autorizações dependem de trâmites institucionais, pois, de acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, um decreto presidencial será necessário devido ao quantitativo superar o teto legal de excedentes.
Os chamados visam suprir demandas da Polícia Federal em todo o Brasil, especialmente após a corporação relatar déficit elevado no quadro de pessoal. A declaração pública ocorreu poucos dias após a Polícia Federal formalizar uma nova solicitação ao governo para ampliar as convocações.

O pedido, enviado pelo órgão em ofício oficial, corresponde a 1.508 cargos vagos atualmente. A ministra destacou que a autorização para 1.500 excedentes está “em breve” e ressaltou a interlocução direta com o presidente Lula sobre a importância do efetivo da PF.
Desenvolvimento: cronograma, cenário e posicionamentos oficiais
Posição do governo e cronograma de convocações
Esther Dweck detalhou, ainda no programa oficial do governo federal, que a chamada de mil excedentes deve ser realizada de forma imediata, enquanto uma nova leva de até 500 aprovados pode ocorrer ainda em 2026, totalizando 2.500 nomeações para a Polícia Federal até o fim do mandato atual.
O plano atende à necessidade apontada pela corporação e foi debatido em reunião com a Presidência da República, segundo o Ministério.
Demanda da Polícia Federal e impacto no quadro funcional
A Polícia Federal evidenciou, em comunicação recente ao Ministério da Gestão, a urgência na recomposição do quadro, destacando que há aprovados no concurso suficiente para todas as vacâncias.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou em entrevista institucional que o objetivo é preencher todos os cargos existentes, alcançando pela primeira vez o efetivo total previsto para a corporação. Hoje, a PF possui aproximadamente 13 mil policiais e 2 mil servidores administrativos, mas o efetivo considerado ideal seria de 30 mil, segundo a própria direção.
Trâmites legais necessários para ampliação
Como o número de excedentes solicitados ultrapassa 25% do previsto pelo edital, um decreto presidencial é necessário, segundo o Ministério da Gestão.
O Diário Oficial da União ainda não publicou autorização formal para a chamada adicional, o que permanece como próximo passo para a efetivação das nomeações. Até a edição do decreto, não há data confirmada para o início das convocações dos excedentes PF em 2026.
Cenário atual do concurso PF e projeções para os próximos anos
O concurso da PF realizado em 2025 ofertou mil vagas imediatas, incluindo cargos de delegado, perito criminal, agente, escrivão e papiloscopista. Desde sua homologação, a corporação e entidades ligadas aos aprovados pleiteiam a ampliação das nomeações, citando a necessidade de recompor vacâncias crescentes.
Segundo dados da Academia Nacional de Polícia, há planejamento para receber até 2 mil alunos entre 2026 e 2027, dependendo das autorizações governamentais. O processo contará com turmas escalonadas na Academia Nacional de Polícia.
Reunião solicitada pela Defensoria Pública da União com o Ministério da Justiça em janeiro de 2026 também pressionou por mais nomeações, especialmente para o cargo de agente e cotistas raciais. O cenário inclui expectativas sobre novo edital, que pode ser adiado caso todos os aprovados atuais sejam chamados.
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